Dolomitas em 5 dias: nosso roteiro de sonho pela região mais cênica da Itália
- heloisatc
- há 4 dias
- 5 min de leitura

As Dolomitas eram um daqueles lugares que eu via em foto e pensava: “não é possível ser assim na vida real”. Aí a gente chegou lá. E sim, é tudo isso – e mais um pouco.
Onde ficam as Dolomitas e como chegar!
As Dolomitas ficam no norte da Itália, na divisa com a Áustria, numa região montanhosa que parece saída de um filme. Vales verdes, casinhas de madeira, igrejas fotogênicas e aquelas montanhas dramáticas que já viraram fundo de tela de celular.
Nós chegamos pelo aeroporto de Veneza, mas dá também pra chegar por Milão. Em Veneza pegamos o carro e seguimos viagem rumo às montanhas.
Para esse tipo de roteiro, alugar carro é essencial: você tem liberdade de horário, pode parar em qualquer mirante e montar seu próprio ritmo.
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Nossa base perfeita: Ortisei
Ficamos hospedados em Ortisei, Val Gardena, e foi a melhor escolha de base. Uma cidade fofa, estruturada, com teleféricos saindo dali, bons restaurantes, lojas e aquele clima alpino gostoso de caminhar sem pressa.
Nosso cantinho foi um Airbnb super bem localizado, daqueles que você chega no fim do dia morto de cansado e pensa: “que delícia voltar pra cá”.
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De lá, a gente ia a pé explorar os cantinhos da cidade:
- ruelas com casinhas floridas
- lojinhas de produtos locais
Nosso roteiro:
Dia 1 – Monte Resciesa: trilhas, verde e silêncio bom
Nosso primeiro dia nas montanhas foi no Monte Resciesa (Resciesa/Resciessa). Subimos de funicular e, lá em cima, o clima muda: o ar fica mais fresco, o silêncio aumenta e o mundo parece desacelerar.
Fizemos uma pequena trilha, bem tranquila, só para sentir o gostinho. Mas ali em cima existe uma rede enorme de trilhas muito bem demarcadas para todos os níveis.
- placas indicando distância e tempo estimado
- caminhos bem sinalizados em vermelho e branco
- opções para todos os níveis, desde passeios curtos até caminhadas de várias horas
É um lugar ótimo para quem não é super experiente em hiking, mas quer se aventurar com segurança.
🧥 Dica importante de roupa e calçado
Nas Dolomitas, isso faz toda a diferença:
- use bota de trilha com boa aderência
- meias próprias para caminhada, que não machucam o pé
- vista-se em camadas: camiseta, fleece e jaqueta corta-vento/impermeável
- leve também boné, óculos escuros e protetor solar – o sol em altitude engana
Dia 2 – Val di Funes, igreja de Saint Johann e Alpe di Siusi
No segundo dia, pegamos o carro e fomos em direção a um dos lugares mais fotogênicos da viagem: o Val di Funes.
Lá está ela, pequenininha diante das montanhas gigantes: a igreja de Saint Johann (St. Johann in Ranui).
Um campanário simples, fachada charmosa, um campo verde ao redor e, atrás, as Dolomitas recortando o céu. A composição é tão perfeita que parece um cenário montado.
Ficamos ali um bom tempo só observando, tirando fotos, respirando fundo.
Alpe di Siusi: a pastagem alpina dos sonhos
De lá, voltamos na direção de Alpe di Siusi (Seiser Alm), uma das maiores pastagens alpinas da Europa. Campo verde a perder de vista, chalés de madeira espalhados e as montanhas como pano de fundo.
Para subir, pegamos o teleférico, e aqui vem um detalhe que marcou:
a cabine é super inclinada na subida. Dá um friozinho na barriga, mas a vista compensa demais: você vê o vale lá embaixo ficando pequenininho enquanto as montanhas vão crescendo à sua frente.
Lá em cima, dá para caminhar, fazer trilhas leves, sentar num banco e só observar a vida passar devagar.
Dia 3 – Passo Sella e Seceda: onde as fotos não precisam de filtro
No terceiro dia, partimos rumo ao Passo Sella, um dos passos de montanha mais lindos da região.
Estrada sinuosa, curvas, paisagens que mudam o tempo todo e, de repente, você chega num ponto em que tudo se abre. Ali, no alto, a vista é absurda de linda, montanhas, vales profundos e aquele vento geladinho batendo no rosto.
É um lugar ótimo para:
- descer com calma
- andar pelos caminhos próximos
- tirar fotos incríveis com cenários bem dramáticos
Seceda: o cartão-postal que ganhou nosso coração
Do Passo Sella, seguimos nosso roteiro até o Seceda, um dos pontos mais icônicos das Dolomitas.
Subimos de teleférico, são dois para atingir o topo, e, à medida que vamos ganhando altura, já dá para ter uma noção do que vem pela frente.
Chegando lá em cima, o impacto é imediato:
as cristas do Seceda parecem lâminas de pedra saindo do chão, com um vale imenso do outro lado. A sensação é de estar no “topo do mundo”, e olha que já estivemos no topo da Europa hein.
A gente ficou ali um bom tempo, só absorvendo a paisagem, andando pelos caminhos, sentando na grama, tirando mil fotos e tentando guardar aquele cenário dentro da cabeça.
Dia 4 – Teleférico de Sassolungo: a subida mais inusitada da viagem
No quarto dia, foi a vez de encarar o teleférico do Sassolungo (Sassolungo/Langkofel) – e já adianto: foi um dos teleféricos mais incríveis da minha vida.
Aqui não é aquela cabine fechada e confortável. Você sobe em pé, numa espécie de “cabinezinha”, o que deixa tudo muito mais emocionante.
A montanha vai se aproximando e é simplesmente indescritível.
Lá de cima, mais uma vez, aquela combinação que nunca cansa: rochas imensas, vales verdes, trilhas serpenteando pelo cenário e um silêncio que abraça. São vários banquinhos pa você sentar e apreciar a vista.
Bate e volta até Canazei: estrada cênica e vontade de nunca mais ir embora
Para fechar nossos dias nas Dolomitas, fizemos um bate e volta até Canazei, uma cidadezinha charmosa cercada por montanhas que parecem pintadas.
O caminho até lá já é uma atração à parte:
- curvas fotogênicas
- mirantes naturais
- trechos em que dá vontade de parar o carro a cada 5 minutos
Em Canazei, caminhamos sem pressa, observamos as casas de madeira com varandas floridas, tomamos um café olhando para as montanhas e deixamos o tempo passar devagarinho. Cada esquina parece um quadro – é aquele tipo de lugar que faz a gente agradecer por estar ali.
Dica: Se quise almoçar, chegue antes das 14.
Assista à viagem em movimento com nossa playlist no YouTube
Se nas fotos já é lindo, em vídeo então… Melhor ainda.
Gravamos vários momentos dessa viagem:
- subidas de teleférico
- trilhas no Monte Resciesa
- vistas do Seceda e do Passo Sella
- Nossa hospedagem
👉 Clique aqui para assistir aos vídeos da nossa viagem às Dolomitas no YouTube
(e aproveita para se inscrever no canal e acompanhar as próximas aventuras!)
Saímos das Dolomitas com aquela sensação boa de missão cumprida, mas também com um forte gostinho de “quero mais”.
Quero voltar com mais tempo, repetir alguns lugares, descobrir novos vales, caminhar por trilhas que ficaram para depois e viver de novo essa beleza quase inacreditável.
As Dolomitas não são só um destino bonito. São um lugar que faz a gente rever o tamanho do mundo e o tamanho da nossa rotina. Difícil é ir embora sem já começar a planejar a próxima vez.




































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